Os segredos para tirar fotografias nocturnas

09-01-2012

Quando a dominância radiante do sol deixa de se fazer sentir e o dia acaba, o céu muda de cor a cada momento e enche-se de nuances de cores vibrantes. As luzes das ruas acendem-se uma a uma para distinguir os protagonistas da noite, criando um cenário totalmente diferente do diurno.

6 de Abril de 2010

Por vezes, pensamos nos conhecimentos da fotografia profissional necessários para tirar excelentes fotografias deste fabuloso cenário nocturno. Abaixo encontra alguns dos segredos.

O que há de tão diferente em tirar fotografias à noite? Quando pegamos na máquina e saímos de casa depois do pôr-do-sol, tentamos apontá-la para os vários pontos que compõem o ambiente que as luzes vibrantes criam entre as sombras escuras da noite. No entanto, infelizmente (e como seria de esperar) os resultados não são muito luminosos. Ao contrário das fotografias tiradas durante o dia, quando a luz é intensa, existem vários obstáculos à espreita quando se tenta tirar fotografias à noite.
A quantidade de luz que quase não revela os fundos, o contraste extravagante entre áreas iluminadas e não iluminadas, a longa exposição necessária, o ruído, a mistura de várias luzes indesejadas vindas de todos os lados com cores nunca antes vistas, bem como objectos oscilantes e desfocados... Sim, existem vários problemas que têm de ser resolvidos para tirar uma boa fotografia nocturna. Com força de vontade, tudo se consegue. Para além disso, em vez de considerar estes elementos obstáculos, talvez possamos beneficiar deles. Deste modo, podemos criar fotografias com a atmosfera e o ambiente próprios e distintos da noite. Conheçamos algumas sugestões dos membros do "Night View," o clube dos especialistas em fotografia nocturna.

  • • Artigos fornecidos por "www.nightview.co.kr"

Astrofotografia

  • • Escrito e fotografado por Jaehong Chung (Alcunha: pimpman)


Embora a astrofotografia seja um campo muito especializado da fotografia, poderia ser considerada uma subsecção da fotografia nocturna, uma vez que a maior parte das fotografias é tirada à noite. No entanto, também existem astrofotografias tiradas durante o dia, como por exemplo fotografias do sol ou da lua no céu da manhã. Essencialmente, existem dois tipos principais de técnicas de astrofotografia, com base na utilização de um tripé fixo e na fotografia orientada.
Em resumo, a técnica de fotografia orientada envolve simplesmente tirar fotografias de um aglomerado de estrelas, nebulosa, planeta ou objecto de Messier seguindo o objecto cuidadosamente utilizando uma exposição longa. Este é conhecido como o método "rolante". Por outro lado, pode utilizar-se um telescópio e uma câmara para tirar uma fotografia (o método indirecto ou foco principal). Por fim, também é possível tirar fotografias utilizando um telescópio equatorial ou um telescópio astronómico em vez da nossa câmara portátil. A fotografia orientada é um campo com o qual o público em geral não está familiarizado. Então, centremo-nos apenas na fotografia com tripé fixo.
O método de fotografia com tripé fixo envolve fixar uma câmara a um tripé para fotografar um objecto no céu. Para a técnica de tripé fixo, existe o método de foco fixo e o método de movimento diurno. Devido à rotação terrestre, percepcionamos as estrelas como estando à deriva e a flutuar no céu. Uma vez que a terra roda 360 graus uma vez por dia, move-se 15 graus por hora. Assim, do nosso ponto de vista, também vemos as estrelas à noite moverem-se 15 graus por hora na direcção oposta. O método de foco fixo utiliza uma exposição curta para tirar uma fotografia de uma estrela que parece mais um ponto do que um fluxo de luz, deixando um rasto atrás de si. É possível tirar fotografias de várias estrelas e constelações, e até certo ponto da Via Láctea, utilizando este método.
Partindo do princípio que está a utilizar uma câmara de 35 mm, uma câmara equipada com uma objectiva padrão de 50 mm pode tirar uma fotografia de uma estrela imóvel durante 15 segundos (a uma declinação de 0 graus). Quanto mais larga for a objectiva, mais amplo se torna o ângulo de visão, resultando no aumento do tempo de exposição. Por outro lado, quanto mais potente for a objectiva telefotográfica que utilizar, mais estreito se torna o ângulo de visão, resultando num tempo de exposição mais reduzido.
O método de movimento diurno utiliza uma exposição longa para tirar a fotografia de uma estrela que deixa um rasto atrás de si. Ao utilizar este método, é melhor incluir na fotografia um elemento paisagístico, tal como um edifício, montanhas, cenário de fundo, em vez de captar apenas as estrelas. As boas fotografias também dependem da direcção do rasto da estrela, da velocidade e de outros factores em consideração. As estrelas no hemisfério norte rodam no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio de Este para Oeste com a Estrela do Norte no centro. Quanto mais perto estiverem a rodar em direcção à Estrela do Norte, mais lentamente parecerão rodar e vice-versa, quanto mais afastadas estiverem do centro, mais rapidamente parecerão rodar. Ao tirar uma astrofotografia, também poderá beneficiar da aprendizagem relativa a várias constelações e à observação do céu nocturno. Deverá ser mais interessante tirar fotografias de cometas ou meteoros (estrelas cadentes) utilizando o método de movimento diurno.

Astrofotografia

①Método fotográfico: método de movimento diurno
Data: 31 de Janeiro de 2008
Localização: Naksan Park em Seul Daehakro
Hora: 20:20 h a 22:40 h
(Tempo de exposição total da imagem: 2 horas, 20 minutos)
Objectiva utilizada: Pentax SMC DA FISHEYE 10-17
N.º total de cortes: 254 imagens com exposições de intervalos de 30 segundos (composição de Photoshop utilizada)
Acessórios: um tripé e uma ferramenta de registo do intervalo de tempo

②Método fotográfico: método de movimento diurno
Data: 2 de Fevereiro de 2008
Localização: telhado do complexo Koresco (ramo Chiaksan) em Hoengseong-gun, Gangwon-do
Hora: 21:17 h a 23:23 h (Tempo de exposição total da imagem: 2 horas, 6 minutos)
Objectiva utilizada: Pentax SMC DA FISHEYE 10-17
N.º total de cortes: 228 imagens com exposições de intervalos de 30 segundos (composição de Photoshop utilizada)
Acessórios: um tripé e uma ferramenta de registo do intervalo de tempo
Esta imagem mostra a estação espacial internacional (ISS, International Space Station) a passar.

③Método fotográfico: método de foco fixo
Data: 5 de Maio de 2008
Localização: Anmyondo, Taean
Objectiva utilizada: Pentax SMC DA FISHEYE 10-17
Acessórios: um tripé
Nunca vi a Via Láctea tão bonita e com tanto detalhe.

As fotografias acima descritas foram tiradas com uma câmara de película de 35 mm e, evidentemente, os resultados podem variar dependendo do tipo de lente, ISO e outros factores. Também se considera o facto de se estarem a tirar fotografias em áreas de montanha, rurais, litorais ou desertas em que a poluição da luz não é tão intensa quanto nas áreas urbanas.
Em cidades como Seul, em que a poluição da luz é intensa, até certo ponto, é possível utilizar o método de foco fixo. No entanto, é difícil tirar fotografias de constelações ou da Via Láctea simplesmente porque é raro ver as estrelas. É possível tirar fotografias da lua ou do sol utilizando o método de movimento diurno com uma câmara de película normal. Porém, tirar fotografias das estrelas utilizando este método é mais uma vez difícil devido à poluição da luz.
Ao utilizar uma câmara de película, tem de revelar e imprimir (digitalizar) a película. Frequentemente, os estúdios fotográficos não imprimem ou digitalizam a película, pensando que a mesma está vazia. Assim, é melhor informá-los que as imagens são astrofotografias ao retirar a película para processamento.
Ao utilizar uma câmara digital (DSLR), pode tirar várias fotografias de uma estrela utilizando os intervalos adequados e compô-las numa só imagem para ver o comboio de estrelas em maior ou menor escala.
Em primeiro lugar, utilize uma objectiva de grande angular para incluir um número superior de estrelas e considerar a composição viewfinder para criar harmonia com o plano de fundo. Quanto ao valor da abertura, utilize uma velocidade de obturador de 30-60 segundos tendo em conta a amplitude correcta para evitar a sobreexposição. De seguida, poderá tirar fotografias em sucessão durante o período de tempo pretendido. Para a definição da câmara, utilize o modo manual para o modo fotográfico; utilize o foco manual (ilimitado) para a definição de foco; defina a redução de ruído para OFF (desligada); seleccione uma velocidade ISO reduzida; e, por fim, defina o equilíbrio de brancos de acordo com as suas preferências. Pode depois tirar fotografias utilizando um tripé sólido e o cabo de accionamento ou uma ferramenta de registo do intervalo de tempo. Terá de dispor de uma bateria totalmente carregada.
O passo seguinte consiste em importar os ficheiros de imagens obtidos com a câmara digital (DSLR) para o Photoshop e proceder à composição das camadas. Em primeiro lugar, seleccione a fotografia que será a principal, antes de abrir os ficheiros de imagens um a um pela ordem correcta e de os sobrepor no mesmo ponto que a fotografia principal. Ao sobrepor duas fotografias, é criada outra camada na paleta de camadas e, consequentemente, verá duas camadas. Deverá existir uma pequena janela branca na paleta de camadas. Isso destina-se ao modo de mistura de camadas, no sentido de lhe permitir seleccionar um método de mistura para as duas camadas superiores e inferiores. Seleccione a opção "Lighten", que deve encontrar-se no meio. A opção "Lighten" permite que as áreas claras das camadas sejam realçadas de modo que os rastos das estrelas não sejam sobrepostos, mas sim mostrados tal como são. À medida que continua a compor as camadas desta forma, os rastos das estrelas ficam mais claros e finalmente surgem como uma só imagem.

Sugestão de fotografia: Durante o Inverno, a câmara ou a objectiva pode congelar ou ficar coberta de orvalho. Pode tapar a objectiva com uma cobertura para evitar essa situação até certo ponto.

O fascinante festival da noite – fogo de artifício

  • • Escrito e fotografado por Jungdae Kim (Alcunha: danny)

O fascinante festival da noite – fogo de artifício

O equipamento básico para tirar fotografias de fogo-de-artifício é uma câmara DSLR equipada com modo de lâmpada, objectiva com zoom, tripé, cabo de accionamento e cartolina preta ou um chapéu. Uma vez que não sabemos qual será o ponto exacto em que o fogo-de-artifício detonará, o melhor é utilizar uma objectiva com zoom de grande angular em vez de uma objectiva prime para a composição de ecrã flexível. Tendo em conta que o fogo-de-artifício pode ter uma grande dimensão e detonar a um nível mais elevado do que o esperado, torna-se obrigatório utilizar uma objectiva de grande angular, especialmente ao tirar fotografias a curta distância. Utilize a objectiva de zoom para assegurar o ângulo de visão ou a composição pretendidos. Quando tiver decidido o ângulo, pode mudar para uma objectiva prime para obter imagens mais nítidas.
Geralmente, o fogo-de-artifício detona após passar até cinco segundos no ar. Assim, pode tirar excelentes fotografias de fogo-de-artifício utilizando uma definição de abertura de F8 a F16 e uma velocidade ISO de 100 a 200.
Para tirar uma fotografia de vários tipos de fogo-de-artifício, defina a câmara para o modo de lâmpada, abra o obturador e cubra a objectiva com uma cartolina preta ou com um chapéu. De seguida, exponha a objectiva apenas quando o fogo-de-artifício detonar. Repetindo esta operação, pode captar vários tipos de fogo-de-artifício numa só imagem. A utilização de uma cobertura de objectiva deve ser evitada, uma vez que pode causar um ligeiro movimento da câmara e resultar na oscilação do plano de fundo. A utilização de um cabo de accionamento é também obrigatória quando se utiliza a função de lâmpada, uma vez que evita que a câmara se desloque.
A definição AF (focagem automática) pode falhar o foco no fogo-de-artifício, por isso, utilize a MF (focagem manual) para definir a focagem da câmara. Uma vez que o ponto onde o fogo-de-artifício detona também variará ligeiramente de tempos a tempos, é recomendável utilizar valores de abertura menores para uma profundidade de campo superior, mesmo quando se utiliza focagem manual. Pode utilizar o modo automático para o WB (equilíbrio de brancos) mas utilizar o modo de tungsténio ou WB manual, ou definir o valor Kelvin (K) manualmente, pode resultar numa cor do plano de fundo mais azul e melhor.

O fascinante festival da noite – fogo de artifício

Sugestão de fotografia 1: Na fase inicial, é mais fácil obter fotografias de fogo-de-artifício muito mais nítidas porque, posteriormente, o fogo-de-artifício costuma estar rodeado de fumo, prejudicando a obtenção de boas fotografias.
Sugestão de fotografia 2: Em vez de tirar fotografias de fogo-de-artifício apenas, pode tirar fotografias melhores incluindo a paisagem urbana em plano de fundo. Para isso, verifique primeiro a exposição da paisagem urbana. De seguida, tire a fotografia utilizando a função de lâmpada. Pode utilizar a cartolina para tapar a objectiva quando esta estiver devidamente exposta. Exponha a objectiva quando o fogo-de-artifício detonar para tirar uma fotografia com o fogo de artifício e a paisagem urbana.

A essência da fotografia nocturna - Fotografias intermutáveis (IC, Interchange)

  • • Escrito e fotografado por Jungdae Kim (Alcunha: danny)

A essência da fotografia nocturna - Fotografias intermutáveis (IC, Interchange)

Os pontos fortes de tirar fotografias IC à noite são os rastos de luz deixados pelos faróis de veículos e as fabulosas luzes da cidade. Para incluir a totalidade de uma IC numa só imagem, necessita de uma objectiva de grande angular; em alguns casos, pode necessitar de uma objectiva fish-eye. Evidentemente, o ângulo de visão e a composição variam de acordo com a área que está a fotografar. A amplitude da fotografia também é uma questão de preferência, por isso muitos fotógrafos costumam utilizar uma objectiva prime normal. Para tirar uma boa fotografia com um bonito rasto de luz dos veículos, necessita de uma velocidade de obturador superior. Consequentemente, não é obrigatório aumentar a sensibilidade, mesmo para tirar uma fotografia nocturna, sendo possível defini-la para cerca de 100 ISO. De um modo geral, a velocidade do obturador precisa de ser superior a 15 segundos para obter um rasto de luz aceitável, por isso, a abertura deve ser definida adequadamente tendo em conta a velocidade do obturador. É frequente tirar fotografias com uma definição de abertura de F8 a F16 ou mais. Se for necessário, a velocidade do obturador também pode ser aumentada utilizando o filtro ND (densidade neutra). Os adeptos da fotografia nocturna adoram tirar fotografias durante a tão famosa "hora mágica", ou seja, 30 minutos antes e depois do pôr-do-sol. Esta altura é de facto bastante apelativa, uma vez que pode tirar fotografias do pôr-do-sol e da paisagem nocturna. No entanto, as fotografias IC não têm de ser necessariamente tiradas durante esta hora mágica. Embora possa obter cores melhores durante a hora mágica, considero que as horas mais tardias e escuras são mais adequadas quando se considera apenas a opção IC: o plano de fundo mais escuro realça muito mais os faróis brancos e os farolins vermelhos dos veículos. Eu prefiro o método de premir até meio o obturador ao focar um objecto utilizando AF e depois mudar para MF. Se for possível, a utilização de um cabo de accionamento e a selecção de WB manual em vez de WB automático ou a definição do valor Kelvin (K) manualmente resulta numa imagem com um cenário nocturno melhor e mais esplendoroso. Sugestão de fotografia 1: defina o WB para manual focando a linha central da IC onde os veículos estão a passar. Existem vários acessórios para definir o WB. Pessoalmente, costumo utilizar mais um "disco de equilíbrio de brancos" para definir o WB e tirar fotografias IC nocturnas. Sugestão de fotografia 2: A atmosfera de uma fotografia altera-se de acordo com a velocidade do obturador. Tem de decidir qual é a quantidade de rasto de luz do veículo que pretende fotografar. Um tempo de obturador amplo pode encher a estrada de várias luzes, ou pode simplificar os rastos de luz com algumas linhas. A comparação dessas imagens deverá indicar-lhe as características de cada uma delas e dar-lhe algumas ideias.

O novo ponto focal da paisagem de Seul - Uma vista nocturna de Hangang

  • • Escrito e fotografado por Yongmin Lee (Alcunha: mutro)

O novo ponto focal da paisagem de Seul - Uma vista nocturna de Hangang

As pessoas costumam incluir as pontes quando tiram fotografias da paisagem nocturna de Hangang. Pode tirar excelentes fotografias com cores vibrantes no céu se as tirar imediatamente antes ou logo após o pôr-do-sol. A visibilidade, que afecta verdadeiramente a fotografia, pode variar conforme as condições climatéricas, por isso, deve tê-las em conta previamente. As circunstâncias em que tirei esta fotografia ditaram que o céu estaria demasiado brilhante, o que tornou muito elevada a velocidade do obturador. Esta não foi também suficiente para captar os rastos de luz dos veículos a passar na ponte Banghwa. Consequentemente, abrandei a velocidade do obturador de ISO 100 para 50 para fotografar os rastos de luz deixados pelos veículos, utilizando também uma abertura inferior de cerca de F13 para incluir a montanha distante. Ao definir a câmara para o modo claro, tive possibilidade de recriar cores mais fortes na fotografia.

Ponte Banghwa
1. Localização: meio de uma montanha onde era visível a extremidade norte da Ponte Banghwa
2. Data e hora: 16 de Fevereiro de 2008, cerca das 18:30 h, imediatamente antes do pôr-do-sol
3. Informações de definição: 135 mm F2,0 Medição da luz: Multi-abertura: F13 Velocidade do obturador: 10 segundos ISO: 50 Modo: Claro

O novo ponto focal da paisagem de Seul - Uma vista nocturna de Hangang

Se estiver a tirar fotografias no período entre o pôr-do-sol e o cair da noite, é boa ideia usar o modo tungsténio, uma vez que ainda existem algumas tonalidades azuladas no céu. As definições da câmara que costumo utilizar para fotografias nocturnas são o modo tungsténio, para conceder um efeito nítido e de cor azulada; definição manual do valor Kelvin; e AWB (equilíbrio de brancos automático) que actualmente resulta num equilíbrio dos brancos aceitável devido ao aumento do desempenho da câmara. Relativamente ao foco, foco-me no ponto entre 1/3 e 1/2, ou seja, a meio tom (para um objecto sem meio tom, foco-me no ponto que se encontra metade na sombra e metade realçado) ao olhar através do visor. Ao fazer isso, asseguro uma exposição adequada com profundidade de campo e obtenho uma fotografia nítida no geral.

Ponte Sungsan
1. Localização: na extremidade norte da ponte Sungsan
2. Data e hora: 8 de Março de 2008, cerca das 19:00 h, após o pôr-do-sol
3. Informações de definição: 50 mm F1.4 Medição da luz: Multi-abertura: F11 Velocidade do obturador: 8 segundos ISO: 100 Modo: Tungsténio

Iluminar a flor de cerejeira - Fotografias nocturnas da flor de cerejeira

  • • Escrito e fotografado por Heonguk Son (Alcunha: Sonddadadak)

Iluminar a flor de cerejeira - Fotografias nocturnas da flor de cerejeira

MF 50 mm F1.4S/Modo de exposição: M/Abertura: F8/Velocidade do obturador: 10 segundos / ISO: 100/Equilíbrio de brancos: Valor Kelvin 2780/Fotografia de ficheiro RAW/sRGB

A dificuldade de fotografar a flor de cerejeira à noite consiste no facto de o objecto não estar imóvel, oscilando ligeiramente quando o vento sopra. Consequentemente, é possível que a extremidade do ramo fique desfocada em comparação com as outras áreas da fotografia quando se utiliza uma exposição mais longa. Isto significa que é necessário aumentar o valor de ISO ou utilizar uma abertura mais ampla para uma velocidade do obturador superior.
No entanto, quando está a tentar obter uma imagem nítida da totalidade do ramo florido do princípio ao fim, a definição da abertura tem de ser menor para uma profundidade superior do campo. O resultado é uma velocidade do obturador superior. Evidentemente, a profundidade do campo vai aumentando à medida que utiliza uma objectiva com um ângulo maior. Deste modo, pode obter este resultado com uma maior profundidade do campo, mesmo com uma definição de abertura menor, utilizando uma objectiva de grande angular em vez de uma objectiva telefotográfica. Dependendo daquilo que o fotografo foca, o valor da abertura, a velocidade do obturador e a definição ISO também variam. Pessoalmente, utilizo a definição de ISO 100 para a qualidade de imagem, um valor de abertura de F8 a 16 para uma profundidade do campo adequada e uma velocidade do obturador de 10 a 15 segundos. Para além disso, precisa de ter paciência para esperar por um momento sem vento, em que os ramos estão imóveis, uma vez que a exposição é bastante longa. Durante o período em que decorre o Festival da cerejeira em flor na Coreia, na maior parte dos casos, as árvores em flor são iluminadas com luz directa. Por isso, é preciso ter cuidado para não ficar com um "buraco" branco na fotografia devido à sobreexposição das flores. Se a cor das luzes mudar, é boa ideia tirar várias fotografias para criar diferentes fotografias com vários efeitos e ambientes.
Ao utilizar o equilíbrio de brancos automático, a qualidade das fotografias tiradas pode ser menos satisfatória porque as cores das fotografias são diferentes em cada corte, mesmo quando as outras definições são idênticas. A melhor escolha seria definir o valor Kelvin manualmente para definir a temperatura da cor antes de fotografar.

Iluminar a flor de cerejeira - Fotografias nocturnas da flor de cerejeira

AAF 180 mm F2.8D ED/Modo de exposição: M/Abertura: 11/Velocidade do obturador: 15 segundos / ISO: 100/
Equilíbrio de brancos: Valor Kelvin 2500/Fotografia de ficheiro RAW/sRGB

Fotografias de rastos tiradas em interiores – Movimento pendular

  • • Escrito e fotografado por Heonguk Son (Alcunha: Sonddadadak)

Fotografias de rastos tiradas em interiores – Movimento pendular

MF 50 mm F1.4S/Modo de exposição: M/Abertura: 16/Velocidade do obturador: 246 segundos / ISO: 100/ Equilíbrio de brancos: Valor Kelvin 3130/Fotografia de ficheiro RAW/sRGB

Tirar fotografias de fluxo geométrico das luzes utilizando um movimento pendular pode ser bastante interessante. Primeiro, precisa de um fio e de uma mini lanterna (uma luz pequena com uma lâmpada é melhor, uma vez que a luz desempenha o papel de peso), uma câmara, um tripé e um cabo de accionamento. Para começar, prenda um fio de 1-1,5 m à lanterna, de seguida, prenda a outra extremidade do fio ao tecto. Defina a altura do tripé tão baixa quanto possível e depois defina o ângulo da câmara apontando-a para o tecto. Deve certificar-se de que a câmara dispõe do ângulo de visão adequado confirmando pelo visor. Ajuste-o se for necessário. Tente localizar o peso no centro do visor e defina o foco na extremidade do peso. De seguida, defina a câmara para MF. Defina a velocidade do obturador para o modo de lâmpada (B). Tenha em conta que quanto mais abrir a abertura, mais espessas ficam as linhas e vice-versa, quanto menor for a abertura, mais finas ficam as linhas na imagem. É recomendável tornar a linha muito fina utilizando uma definição de abertura reduzida, uma vez que a distância entre as linhas se torna menor à medida que o peso roda em direcção ao centro. Relativamente ao formato, tire as fotografias como ficheiros RAW e mude a cor da luz utilizando um programa de correcção de ficheiros RAW para obter melhores resultados.

Fotografias de rastos tiradas em interiores – Movimento pendular

AF-S 17-35 mm F2.8D ED/Modo de exposição: M/Abertura: 16/Velocidade do obturador: 340 segundos / ISO: 100/Equilíbrio de brancos: Valor Kelvin 3130/Fotografia de ficheiro RAW/sRGB

Após ligar o cabo de accionamento, desligue todas as luzes até à total escuridão e, de seguida, ligue a lanterna (o peso). Se simplesmente puxar o peso e depois o soltar, obterá um movimento linear. Em vez de o fazer, tente fazer um círculo empurrando o peso ligeiramente para um lado para fazer a forma apresentada na imagem acima. Quando tiver criado um círculo com o tamanho pretendido, prima o cabo de accionamento para começar a fotografar. Quando a abertura estiver definida para 16, é correcto estabelecer uma exposição de cerca de 3 a 6 minutos, sendo que deve decidir a definição de exposição correcta observando o movimento pendular do peso. Tenha em conta que pode necessitar de várias tentativas menos satisfatórias para obter uma excelente fotografia. Não desista que vai conseguir.

Um rasto de luz a rasgar o silêncio da noite

  • • Escrito e fotografado por Minseok Son (Alcunha: hooligan)

Um rasto de luz a rasgar o silêncio da noite

Título: Localização da linha: Jianjae, Hamyang-gun ISO100, F8, 30 segundos

Tirar uma fotografia do rasto de luz deixado por um veículo a passar numa estrada de montanha sem iluminação artificial é a essência da fotografia nocturna. Especialmente se a estrada tiver uma curva apertada ou um declive acentuado, o rasto de luz captado na fotografia nocturna tem uma qualidade dinâmica que raramente se encontra noutras fotografias nocturnas. De um modo geral, os veículos a passar em estradas de montanha sem iluminação tendem a circular a uma velocidade menor. Uma vez que a velocidade máxima do obturador suportada pelos modos DSLR AV, TV e M é de apenas 30 segundos, a função de lâmpada e um cabo de accionamento tornam-se obrigatórios para assegurar a velocidade do obturador superior a 30 segundos necessária para obter um rasto de luz ininterrupto. Relativamente à selecção da objectiva, uma objectiva de grande angular é muito mais adequada do que uma objectiva telefotográfica para obter um rasto de luz completo em vez de rastos parciais. Tenha em conta que as objectivas ultra-largas, inferiores a 20 mm, resultam em rastos de luz mais largos e muito mais claros na imagem. Para a definição do equilíbrio de brancos, é melhor seleccionar o modo fluorescente ou tungsténio. O contraste acentuado entre o rasto de luz branca e o céu negro captará imediatamente a atenção de quem vê a fotografia. Considere também que a cor do rasto de luz fica mais branca à medida que a temperatura da cor diminui, e tente definir a opção WB para o modo fluorescente ou tungsténio. Do mesmo modo, pode observar os diferentes resultados criados e tentar aplicar várias temperaturas de cor. Relativamente à exposição, é recomendável uma ligeira subexposição. Em alguns casos, também poderá ter de realçar os rastos de luz tornando o plano de fundo mais escuro para salientar a qualidade dinâmica do movimento do veículo sob o céu escuro. Assim, tem de adquirir conhecimentos para captar os rastos de luz em comparação com o plano de fundo, aplicando uma compensação de exposição 1 a 2 pontos mais escura, em vez de confiar no valor de exposição óptima. Considerando a natureza da fotografia, é recomendável fazer-se acompanhar por dois ou três amigos em vez de ir tirar fotografias sozinho. É bastante difícil encontrar um veículo a circular sozinho numa estrada de montanha durante a noite, por isso, poderá ter de usar o seu veículo para poder tirar uma fotografia em vez de esperar que apareça um veículo. O ideal é ter um amigo ou dois para premir o cabo de accionamento enquanto você estiver a conduzir. Certifique-se de que verifica previamente o percurso do movimento e a composição da imagem. Encontrar uma composição perfeita em total escuridão confiando apenas nos seus sentidos não é uma tarefa nada fácil. Recomendo que visite o local antes do pôr-do-sol para verificar os vários percursos de movimento possíveis e decidir como e onde tirar fotografias com possíveis rastos de luz.

Um rasto de luz a rasgar o silêncio da noite

Título: Usufruir do silêncio Localização: Estrada local entre Nonsan e Wanju
ISO100, F8, 221 segundos

O culminar da paisagem urbana nocturna - Edifícios

  • • Escrito e fotografado por Yui-jeong Choi (Alcunha: hongdangmu)

O culminar da paisagem urbana nocturna - Edifícios

Modo M/ISO: 100/F8 6s/Equilíbrio de brancos: Definição do valor de Kelvin/Fotografia tirada em sRGB jpeg/Compensação: 8211/Nitidez e equilíbrio das cores ajustados utilizando o Photoshop

Um dos méritos de tirar fotografias nocturnas consiste em tirar fotografias de fascinantes luzes urbanas. Se as condições climatéricas forem adequadas e puder até ver nuvens a passar sobre a cidade iluminada, sentirá que pode tirar fotografias de tudo, incluindo uma cidade nocturna, um rio nas proximidades e ruas com luzes em movimento. No entanto, mesmo com tempo menos bom, não saia de casa sem a câmara e o tripé. É melhor estar preparado do que ficar decepcionado por perder uma oportunidade. Pode não ser tão fácil quanto parece tirar fotografias dos majestosos edifícios de Seul à noite. Embora possa subir a uma montanha perto da cidade, há momentos em que terá de ir para o cimo de edifícios altos para encontrar objectos ainda não descobertos e criar composições únicas e interessantes. Apenas deve visitar o cimo dos edifícios depois de obter a devida autorização dos responsáveis. De um modo geral, deve utilizar o valor de ISO mais reduzido para tirar as fotografias, com uma definição de abertura entre F8 e 13. Ao tirar uma fotografia de um edifício totalmente iluminado, deve definir a velocidade do obturador de 2-6 segundos para 8-13 segundos. Para impedir o movimento da câmara, utilize sempre o cabo de accionamento e a definição de bloqueio de espelho para evitar o choque de espelho. Para exprimir os efeitos de luz limpos e vibrantes, utilizo o modo claro na minha câmara. Utilizo também muito frequentemente uma objectiva fish-eye com o ângulo de visão extremo devido às suas características e efeito únicos. Quando o objecto que pretendo fotografar está demasiado perto e não me posso afastar mais, é altura de utilizar a objectiva fish-eye para tirar uma fotografia do objecto pretendido sem sacrifícios. Considero isso bastante satisfatório. Há quem evite esta objectiva devido à distorção, mas eu prefiro o efeito interessante. Uma das vantagens consiste no facto de permitir a reconfiguração de objectos que não podem ser fotografados utilizando qualquer objectiva que não uma objectiva fish-eye. Como se pode ver na fotografia acima, os edifícios altos ou vários objectos podem ser incluídos numa fotografia, que é outra vantagem da objectiva. Ao tirar fotografias de edifícios bem iluminados, não é necessária uma exposição longa. Uma vez que as condições eram bastante escuras quando estava a tirar a fotografia, utilizei uma velocidade de obturador inferior para iluminar mais o céu.