Espaço à música

Dec 27, 2012

A solução que abrange desde a geração Hi-Fi à mobilidade digital

A era digital mudou muito das nossas vidas. O modo como nos organizamos, comunicamos ou divertimos, assim como a quantidade de informação que passámos a transportar no bolso. A música não foi exceção à regra e a portabilidade tornou-a ilimitada.

Largámos ruídos analógicos e mecânicos para ouvir falar de compressão e taxas binárias. Formatos redondos transformaram-se em ficheiros e os segundos em kilobytes. Uma hora ocupa menos área e um disco requer menos espaço.

Deixámos de perder tempo com hábitos físicos e limitados. Daí surgiu o desejo de soluções eficazes para encher de vida as paredes de uma sala e os corações dos presentes.

Mas, à música, a mobilidade não lhe favorece a qualidade, porque o som precisa de uma força aliada para se expandir e movimentar entre moléculas de ar, numa exposição plena de altos e graves em danças de frequências e melodias.

Nesta era digital, o processo para saciar a vontade espiritual e social quer-se rápido. Nem sempre faz sentido ouvir um tema favorito na coluna de um smartphone e dificilmente se partilham emoções com auscultadores.

Mais do que meros acessórios, procuramos algo que faça parte de um todo, que se enquadre em harmonia com o ambiente circundante, que nos leve ao delírio no toque de uma canção e, em três tempos, a um destino.
Num encaixe, uma biblioteca. Na mão, controlo. Num sopro, vida.

Daniel Marinho (multimediacomtodos.pt)