Qual irá dominar o futuro?

Jan 17, 2013

Não será necessário qualquer estudo de mercado ou longas tabelas com números e gráficos para demonstrar aquilo que já se tornou mais que evidente nos últimos anos. Tentem relembrar-se de quantas pessoas conheciam com smartphones e tablets há cinco anos atrás... e comparem com as que os têm, hoje em dia.

Mas embora os tablets se tenham tornado num fenómeno que tem modificado os hábitos de milhões de pessoas, permitindo que pessoas de todas as idades tenham pela primeira vez contacto com a internet (sem o “receio” que muitas vezes se associa a mexer num computador) e fazendo com que até os utilizadores experientes optem por usá-los quando estão em casa, em detrimento dos seus computadores de secretária e portáteis... devemos recear que os portáteis sejam uma raça ameaçada de extinção?

Não me parece... pelo menos, não num futuro próximo. Os tablets são autênticas maravilhas da engenharia, capazes de transformar um pedaço de vidro e plástico (ou metal) com poucos milímetros de espessura em equipamentos capazes de fazer - quase - tudo o que se pode fazer com um computador. De certo modo, também os portáteis - ou melhor dizendo, os ultrabooks - têm seguido essa tendência, e bastará olhar para um portátil como um Série 9 da Samsung, para verificar que os mesmos feitos de engenharia se aplicam. Só que ao contrário dos tablets, os portáteis podem dar-se ao luxo de executar sistemas operativos que têm vindo a crescer há décadas.

É que, tecnicamente falando, não há motivos que impeçam que um tablet possa vir a executar todo o tipo de tarefas que hoje são feitas num portátil; o grande passo evolutivo que ainda falta dar é mesmo a nível do software, da disponibilização de programas “a sério” para estas novas plataformas que por enquanto ainda estão em acelerada fase de desenvolvimento e não atingiram, talvez, a estabilidade necessária e desejada para que comecem a ser encaradas como ferramentas de trabalho profissional.

Mas a verdade é que quem precisa de um computador para trabalhar, com programas que por agora apenas estão disponíveis para um sistema operativo como o Windows, não terá grandes alternativas a não ser usar um portátil - mesmo que em complemento utilize um tablet para muitas das funções que eles já cumprem de forma exemplar.

Há ainda uma questão que poderá parecer imensamente importante, e que salta imediatamente à vista: q questão do teclado. É certo que escrever no teclado virtual de um tablet não oferece a mesma comodidade que escrever num teclado físico, mas na realidade a falta de teclado num tablet é algo que poderá não ser assim tão complicado de resolver. Há uma enorme oferta de teclados disponíveis para os tablets - e que nalguns casos permitem que os mesmos se transformem em autênticos “portáteis”. E por outro lado, assistimos também a uma tendência que, com a chegada do novo Windows 8, começa a adicionar um ecrã touchscreen aos portáteis.

Aliás, equipamentos como o Surface da Microsoft, ou os ATIV Smart PC da Samsung, começam a demonstrar esta nova realidade, combinando as vantagens de ambos os tipos de equipamentos: portáteis e tablets.

Em breve, poderemos estar a discutir definições que se tornaram obsoletas: o que separa um portátil que tem um touchscreen e cujo teclado pode ser desencaixado, de um tablet que pode ser ligado a um teclado? As diferenças entre ambos estão destinadas a esbater-se cada vez mais... e o mais provável é que daqui por mais um par de anos, deixem de existir. Portanto, mais do que a opção entre “um ou outro” com que hoje nos defrontamos, talvez nos tenhamos que mentalizar que em breve... essa escolha se tornará irrelevante.

Carlos Martins
http://abertoatedemadrugada.com/