Lisboa é 18ª no ranking do emprego das indústrias culturais e criativas

Oct 11, 2012

A região e a cidade de Lisboa ocupam um significativo 18º lugar num ranking sobre o emprego criado pelas “indústrias culturais e criativas” e com um indicativo de localização destas atividades ligeiramente superior ao de regiões como a Lombardia (Milão) e Catalunha (Barcelona), revela um estudo promovido pela Samsung Eletrónica Portuguesa para assinalar o seu 30 º aniversário em Portugal, estudo esse desenvolvido pela consultora Augusto Mateus e Associados.

O 18º lugar de Lisboa ganha expressividade se tivermos em conta que a cidade só ocupa o 48º lugar do ranking em termos de população, tornando assim ainda mais evidente todo o enorme potencial das profissões e atividades ligadas às indústrias culturais e criativas na região lisboeta. De facto, este setor já era responsável, em 2010, segundo o mesmo estudo, por 2,7% do emprego total em Portugal, confirmando-se que o seu contributo já compara bem com outros setores mais tradicionais e emblemáticos da economia portuguesa, como são os casos do têxtil e vestuário, da alimentação e bebidas ou do setor automóvel.

O estudo promovido pela Samsung Eletrónica Portuguesa sublinha que, apesar da boa performance do setor – em 2010 já era responsável por 3,1% de toda a riqueza gerada em Portugal (quota de valor acrescentado bruto nacional) –, importa referir que ainda persiste em Portugal um défice global no comércio internacional de bens e serviços culturais – um défice que em 2010 se cifrou em cerca de 566 milhões de dólares, um pouco mais de metade do défice registado em 2002, que então atingia os 1070 milhões de dólares.

A análise solicitada pela Samsung Eletrónica Portuguesa conclui que o desempenho exportador da economia portuguesa neste setor cultural e criativo é suficientemente interessante para ser valorizado no contexto da construção de um novo paradigma de produção e de consumo suscetível de suportar o crescimento económico numa trajetória de superação da presente crise económica e financeira.

E se analisarmos o comportamento do setor com mais pormenor, verificamos que se destacam as dinâmicas mais positivas de áreas como o design, as “arts & crafts” e a moda ao nível dos bens culturais e criativos, e dos novos media, do design e do audiovisual (difusão) ao nível dos bens relacionados.

Ainda segundo o estudo desenvolvido pela consultora Augusto Mateus e Associados, o reforço da relevância e dimensão do setor cultural e criativo na sociedade e na economia portuguesas, mesmo num período de crise económica e financeira, constitui uma tendência efetiva que se fundamenta tanto nos resultados de alguns estudos recentes à escala europeia, como na evolução do comércio internacional de bens e serviços culturais e criativos para a economia portuguesa.